Bolsonaro: de “sincerão”a engolidor de bravatas

Em torno de Bolsonaro se gestou um monstro de muitas faces: (1) ideologia de extrema-direita, (2) messianismo evangélico “borderline”, (3) rebotalho da política, (3) arrivistas de todo tipo, (4) submissão diante da potência imperialista hegemônica, (5) militarismo de resultados, (6) demagogia moralista e (7) ultraliberalismo.

Foto: Google

Bolsonaro: de “sincerão”a engolidor de bravatas

 

Por Luiz Carlos de Oliveira e Silva


  1. Em torno de Bolsonaro se gestou um monstro de muitas faces: (1) ideologia de extrema-direita, (2) messianismo evangélico “borderline”, (3) rebotalho da política, (3) arrivistas de todo tipo, (4) submissão diante da potência imperialista hegemônica, (5) militarismo de resultados, (6) demagogia moralista e (7) ultraliberalismo.
  2. Todas estas faces encontraram em Bolsonaro um lugar de encontro, e deve-se a isto o seu sucesso político, sem falar, claro, no auxílio luxuoso das “forças ocultas” que atuaram em sua campanha (e continuam atuando) na Internet.
  3. Parte significativa da plutocracia – Grupo Globo à frente – acha que já é hora de desarticular esse “monstro”, lançando ao mar as faces mais histriônicas do bolsonarismo, de modo a preservar o “núcleo racional” do governo.
  4. A recente investida do MPF e do STF contra os olavistas do governo, e, sobretudo, de seu entorno, pode se transformar em um rude golpe contra uma das faces do monstro bolsonarista. Fato é que a extrema-direita perdeu funcionalidade para o sistema de poder, e os diabinhos precisam voltar para as suas garrafas, de nada valendo os esperneios de gente como Augusto Nunes e Alexandre Garcia.
  5. Caso todos os fios da indústria bolsonarista de “fake news” sejam bem puxados, se houver interesse nisto, descobriremos as “forças ocultas”, nacionais e estrangeiras, que ajudaram, de forma criminosa, a farsa que Bolsonaro é, e seu bando, a vencer as últimas eleições.
  6. Para a plutocracia, o bolsonarismo já cumpriu o seu papel de derrotar o petismo e de fazer aprovar as reformas trabalhista e previdenciária. Agora é hora de fazer a fila andar, porque aquilo que já foi solução está virando um problema bem maior do que a encomenda.
  7. A plutocracia – Grupo Globo à frente – acha que já é hora de lançar ao mar o “núcleo ideológico”, como dizem, para preservar o “núcleo racional” do governo, isto é, o neoliberalismo, que é o interessa.
  8. Para tanto, o jornalismo da grande mídia inventou mais uma pérola: chamam de “núcleo ideológico” o grupo de fanáticos religiosos e o grupo de extrema-direita do governo Bolsonaro e de seu entorno, como manobra para chamar de “núcleo racional’ o neoliberalismo de Paulo Guedes et caterva.
  9. A meu ver, Bolsonaro não tem como sair da enrascada em que se meteu, “dobrando a aposta” como vinha fazendo. Conclusão: cada vez mais apatetado, o boçal tem que engolir de tarde a bravata que proferiu pela manhã diante dos aloprados do “cercadinho”.
  10. A defenestração de Weintraub (ainda que “caindo para cima”) e a nomeação de um “civilizado” para o Ministério das Comunicações” dão mostras de que os aloprados que atacaram o prédio do STF no fim de semana estavam certos: tudo não passa de fogos de artifícios. A implantação da agenda do neoliberalismo associado a do “fascismo” realmente existente não precisa passar por Bolsonaro. Este foi só uma solução de emergência… PS A prisão de Queiroz é mais um passo no processo de desconstrução do monstro multifacetado…
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