A professora Marisa Midori continua falando sobre “A Insustentável Leveza do Ser”, desta vez sob novas perspectivas
Na coluna Bibliomania, do dia 15 de maio, a professora Marisa Midori dá continuidade à análise sobre o romance A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera, detendo-se à temática livros e censura.
Segundo a professora, depois de discutir uma cena capital no romance, sobre a forma como o objeto livro se coloca em primeiro plano, a ideia do duplo e do livro como um elemento que distingue polos opostos, ou uma chave que permite à personagem a entrada no mundo civilizado será retomada em outra circunstância. “Agora, no embate dos mundos de Sabina e Franz, o outro casal do romance. Nesta cena, o livro é objeto de censura”, informa.
O livro é ambientado em Praga, após a invasão da União Soviética, em 1968, mas a professora afirma que a narrativa não é linear. “Ela se organiza por temas, palavras-chaves, de modo que o tempo e o espaço se diluem ou se concentram em função da temática sobre a qual o autor se debruça, não raro, em tom ensaístico”, informa. E acrescenta: “Existe um ‘durante’, ou uma duração que se expressa a partir de um corte bem preciso: o tempo curto e intenso de Praga, que se desenrola entre o tempo leve da primavera, quando a população toma, eufórica, as ruas, para reivindicar sua liberdade, e o tempo denso do verão, momento em que os tanques soviéticos invadem a capital”.
Ouça a íntegra da coluna Bibliomania clicando no player acima.
Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar toda sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.
[…] Livros e censura no romance de Milan Kundera […]