Marcos Vinicius é apresentado na Chape e responde sobre histórico de lesões

Meia de 24 anos aguarda recuperação para estrear com a camisa verde e branca

Marcos Vinicius usará a 30 — Foto: Marcio Cunha/Chapecoense

Meia de 24 anos aguarda recuperação para estrear com a camisa verde e branca


Por Eduardo Florão 

Segundo o site globoesporte.globo.com, a Chapecoense apresentou Marcos Vinicius, meia que estava no Botafogo. Sem ter o nome publicado no BID e se recuperando de uma lesão muscular na coxa o atleta ainda não está pronto para fazer sua estreia com a camisa do Verdão.

Foram justamente as lesões que permearam boa parte da coletiva de apresentação do atleta. Com 24 anos, Marcos Vincius não conseguiu grande sequência em seus dois últimos clubes, Botafogo e Cruzeiro.

– Acho que tive falta de sorte. Lesões simples, que se tornavam para recuperar. Ou voltava antes, sentia novamente, vai perdendo tempo, jogos, ficando para trás. Essa impressão pega mal. A torcida acompanha tudo, sabe que o cara está machucando muito e fica com pé atrás. Aqui estou tendo um tratamento muito bom desde que cheguei. Acho que as coisas vão dar certo. Quando subi, não era de ter lesão. Foi uma fase ruim, vai passar, sou novo ainda – disse o meia.

Mesmo o executivo de futebol Newton Drummond foi questionado sobre a opção por contratar um atleta com histórico de constusões. Ainda assim, defendeu que Marcos Vinicius não é uma aposta da diretoria verde e branca, que confia no potencial do meia.

– Não é uma aposta. É um jogador que acreditamos muito no potencial. Sabemos que teve momentos de lesão. As circunstâncias que levam um atleta a ter lesão são variadas. Um jogador de alta intensidade normalmente joga no seu limite, no seu 100%, e se não tiver os cuidados necessários, pode incorrer nesse acidente de trabalho que são lesões seguidas.

– Quando pensamos no nome dele, entendemos que era um acréscimo positivo para o grupo, dissemos que tinha que tratar de forma equilibrada, para que possa, quando for utilizado, nos 100% e corra o menor risco possível de lesão. Elas acontecem, às vezes do nada. Temos que ter cuidado, tem coisa que não evita, que é acidente de trabalho, mas outras coisas pode controlar – ponderou o executivo.


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Marcos Vinícius foi apresentado na Chapecoense — Foto: Pedro Rocha/NSC TV

Além das lesões, o meia sofre com problema de asma e precisa de uma autorização de uso de medicamento que consta entre a lista de proibidos pela Comissão Nacional de Controle de Doping. Ele também falou sobre a doença e disse que não sente dificuldades ocasionadas por ela.

– Foi uma matéria que fizeram ano passado, interpretaram mal. Foi uma troca de medicamento, que a CBF não aceitou. Nada que eu estava sentindo o problema, não. Só uma troca de medicamento que tem que ser atualizada todo ano – falou.


Confira outros trechos da coletiva de apresentação de Marcos Vinicius:

JOGAR NA CHAPE

– Estou feliz de chegar na Chapecoense, a oportunidade que me deu. Quando surgiu a oportunidade não pensei duas vezes, pela história do clube, pelo carinho de todo. Espero corresponder, que as coisas deem certo, eu possa mostrar meu futebol e dar alegrias para a torcida,

CARACTERÍSTICAS

– Sei que posso ajudar, sei do meu potencial. Minha característica é do camisa 10, do último passe, bom passe, boa enfiada para os atacantes, também faço gols. Espero corresponder e dar alegrias para a torcida.

GRUPO

– Conhecia o Elicarlos, o Roberto. Fui bem recebido por eles, por todos, um grupo feliz, humilde,. Vai encorpar bem e vou ser feliz aqui.

ANTIGOS TREINADORES
– Trabalhei com grandes treinadores. A gente aprende muito com esses caras, com nome vitorioso no futebol. Infelizmente as lesões me atrapalharam no Cruzeiro. Aprendi com eles e espero jogar aqui. Vai dar tudo certo. Eu jogava por dentro e até ele (Mano Meneses) falou para jogar pelo lado, que tinha um visão boa de jogo.

CLAUDINEI OLIVEIRA

– Um grupo bom, que está se fortalecendo, chegando outros jogadores. O Claudinei pediu minha contratação no Sport, mas acabou não dando certo. Não conhecia muito ele, não trabalhei junto, mas é um excelente treinador.

DISPUTA DE POSIÇÃO

– Disputar a posição é tranquilo, sempre me dei bem com isso, respeito meus companheiros. Não tem segredo. É trabalhar buscando espaço.

NEWTON DRUMMOND

TEMPO PARA JOGAR
– O Marcos quando conversamos com o Botafogo para trazê-lo para a Chapecoense estava voltando de uma lesão, na fase de transição, mas como havia concorrência de outros clubes nos antecipamos e trouxemos em uma fase de recuperação. Não está pronto para jogar, precisa de mais um tempo. Não tenho previsão ainda. Está sendo inscrito, mas ainda precisa de tempo para entrar em campo.

SITUAÇÃO DE DIEGO TORRES

– Neste momento estamos apresentando o Marcos Vinicius, a ideia aqui é essa apresentação, mas não vou me furtar de responder, embora o objetivo seja outro. Em absoluto. Diego Torres segue trabalhando com o grupo, foi opção naquele momento do Claudinei, deixar naquele momento e não levar em determinado jogo. é algo que vai ocorrer, como ocorreu de ter equipes alternativas. Até para evitar desgaste. Estamos com um grande número de jogos em um período tão pequeno. Um dos clubes que mais jogou. Alguns jogadores tem desgaste maior, cada um tem seu biotipo, sua genética. São coisas do futebol.

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