No livro: “A Doutrina Secreta” a autora Helena Petrovna Blavatsky destaca que “os teólogos não querem admitir outro Deus senão o que personifica as potências secundárias que deram forma ao universo visível — aquele que passou a ser o Deus antropomórfico dos cristãos, o Jehovah masculino, branindo no meio dos trovões e dos raios”. Isso explica a razão da perseguição ao filósofo Baruch Spinoza que apresentou um conceito que tirava o Criador da condição antropomórfica. Outra pergunta que pode e deve ser feita é se existe um Criador, pois ainda no livro: “A Doutrina Secreta” a autora Helena Petrovna Blavatsky destaca “ Sustentam os budistas que não há Criador, mas uma infinidade de potências criadoras, que formam em seu conjunto a substância una e eterna, cuja essência é inescrutável e, por conseguinte, insuscetível de qualquer especulação por parte de um verdadeiro filósofo. Sócrates recusava-se invariavelmente a discutir sobre o mistério universal, e nem por isso ocorreu a ninguém acusá-lo de ateísmo, exceto aqueles que desejavam sua morte. Ou seja, o aprofundamento dos estudos dos mistérios vai, cada vez mais, afastando o ser humano dos arquétipos que se puseram no lugar de algo que eu vou colocar o conceito mais apropriado que foi trazido por Helena Petrovna Blavatsky que é “O incognócivel”, pois a nossa lógica ocidental de espíritos imperfeitos encarnados na terceira dimensão não é capaz de compreender.
No livro “Os Abduzidos” psicografado por Robson Pinheiro, o espírito Ângelo Inácio trás uma questão interessante sobre este aspecto quando destaca “Um disco solar destacou-se no alto, aparentemente duplicando o Sol. Dirigindo-se para o local onde José se encontrava. Pairou por algum tempo sobre a cidadezinha e foi avistado por grupos de pessoas que julgaram se tratar de anjos, que desciam do céu em nome de Javé, a deidade nacional”. Perceba que ele usa o termo “deidade nacional”. Sendo que um pouco mais adiante o espírito complementa: “O conceito de Deus para nós é muito diferente daquele que foi ensinado em sua cultura”.
No livro: “Deus, Um Delírio” do ateu Richard Dawkins está escrito: “O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo”. Ou seja, é preciso que a gente desperte o quanto antes possível, pois assim como a Papa João Paulo II teve de pedir perdão a humanidade por toda barbárie cometida durante as Cruzadas e o Tribunal da Santa Inquisição pela Igreja Católica na Idade Média. Alguém no futuro terá de pedir perdão aos LGBTT+ pois o “Incognoscível” que é citado pelo mestre Jesus Cristo, resume-se em Amor Puro e espera que assim também nos esforcemos para ser tanto com os animais como com os seres humanos independente da origem, raça, cor, sexo, idade, religião e identidade de gênero.