João Luiz Filgueiras de Azevedo, ex-presidente do CNPq, defendia mais recursos e uma maior autonomia do órgão além de ir contra medidas defendidas pelo ministro da Educação
“O CNPq se construiu como uma peça-chave para a ciência e a pesquisa brasileira e, recentemente, perdeu prestígio. Já vinha perdendo no governo Temer, agora mais ainda no governo Jair Bolsonaro. Houve agora uma demissão muito repentina, não explicada, obscura, de João Luiz Filgueiras de Azevedo, que ocupava a presidência do CNPq havia cerca de um ano. Além do corte de verbas, do desprestígio, o CNPq leva mais um baque, tendo sua cabeça cortada e tendo agora um novo presidente”, comenta Arbix.
Para ele, considerando o momento que estamos vivendo, esse tipo de mudança não ajuda. O presidente recém-demitido defendia mais recursos para o CNPq e uma maior autonomia. Inclusive, foi contra uma proposta defendida pelo atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, que propunha a fusão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do CNPq. Quem entrou no lugar do ex-presidente foi Edvaldo Vilela, membro da Academia Brasileira de Ciência e ex-diretor da Universidade Federal de Viçosa.
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Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.